Aethiopella delamarei, vulgarmente chamado pulga-de-jardim, é uma espécie de colêmbolo da família dos neanurídeos, pertencente à subfamília dos pseudacorutíneos. Descrita por Roger Arlé em 1959 a partir de material brasileiro, integra um grupo de espécies neotropicais do gênero Aethiopella caracterizado pela presença de bulbo apical trilobado na antena IV. Entre seus principais caracteres diagnósticos destacam-se o órgão pós-antenal com 12 a 15 vesículas, a mandíbula com quatro dentes e o dens portando cinco a seis cerdas. Revisões recentes indicaram que a descrição original da espécie carece de diversos caracteres atualmente considerados relevantes para a sistemática do grupo, tornando desejável uma revisão morfológica mais detalhada. A espécie apresenta distribuição neotropical, com registros na Guiana Francesa, em Guadalupe, no México e no Brasil. No território brasileiro, é conhecida dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, onde habita a serapilheira e o solo de ambientes florestais, incluindo áreas de Mata Atlântica e vegetação secundária. Embora pouco se saiba sobre o tamanho e a tendência de suas populações, não são conhecidas ameaças significativas à sua sobrevivência, motivo pelo qual foi classificada como menos preocupante (LC) nas avaliações nacionais conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Taxonomia e sistemática Aethiopella delamarei é uma espécie de colêmbolo da família dos neanurídeos, pertencente à subfamília dos pseudacorutíneos e ao gênero Aethiopella. Foi descrita por Roger Arlé em 1959 a partir de material proveniente do Brasil. Em revisão taxonômica do gênero realizada por Paz (2019), a espécie foi reconhecida como integrante de um grupo de espécies neotropicais caracterizadas pela presença de bulbo apical trilobado na antena IV, incluindo A. caraibensis, A. littoralis e A. pilarandresae. Entre os caracteres diagnósticos de A. delamarei destacam-se o órgão pós-antenal com 12 a 15 vesículas, a mandíbula com quatro dentes e o dens portando cinco a seis cerdas. A autora observou que a descrição original de Arlé não contemplou diversos caracteres atualmente considerados relevantes para a sistemática do grupo, incluindo informações sobre a quetotaxia do tórax, subcoxas e colóforo, a fórmula tibiotarsal, a morfologia do tenáculo e estruturas genitais dos machos. Em razão dessas lacunas, foi apontada a necessidade de uma revisão morfológica detalhada da espécie para complementar sua caracterização taxonômica e permitir comparações mais precisas com outros representantes do gênero.

Morfologia Aethiopella delamarei possui ampla distribuição na Região Neotropical, com registros conhecidos na Guiana Francesa, em Guadalupe, no México e no Brasil. No México, foi registrada no estado de Chiapas, em Cacahoatán, nas localidades de Unión Roja e La Boquilla, a partir de dois exemplares coletados em agosto de 1983; esse registro representou a primeira ocorrência conhecida do gênero Aethiopella e da espécie no país. No território brasileiro, a espécie foi registrada nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, ocorrendo em áreas de Mata Atlântica. Em Minas Gerais, é conhecida do município de Itajubá, situado na sub-bacia do rio Grande. No Rio de Janeiro, foi registrada na Serra da Mantiqueira, em área de capoeira com húmus profundo a cerca de 900 metros de altitude. Já no Rio Grande do Norte, foi registrada no município de Natal, ampliando sua distribuição conhecida no Nordeste brasileiro. A espécie habita a serapilheira e o solo de florestas tropicais e subtropicais, tendo sido registrada em ambientes de Mata Atlântica do Sudeste e do Nordeste brasileiros. Também foi encontrada em húmus profundo de áreas de vegetação secundária na Serra da Mantiqueira. Assim como outros colêmbolos edáficos, ocupa microambientes úmidos associados ao horizonte superficial do solo e à camada de matéria orgânica em decomposição.

Distribuição e habitat Aethiopella delamarei possui ampla distribuição na Região Neotropical, com registros conhecidos na Guiana Francesa, em Guadalupe, no México e no Brasil. No território brasileiro, a espécie foi registrada nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, ocorrendo em áreas de Mata Atlântica. Em Minas Gerais, é conhecida do município de Itajubá, situado na sub-bacia do rio Grande. No Rio de Janeiro, foi registrada na Serra da Mantiqueira, em área de capoeira com húmus profundo a cerca de 900 metros de altitude. Já no Rio Grande do Norte, foi registrada no município de Natal, ampliando sua distribuição conhecida no Nordeste brasileiro. A espécie habita a serapilheira e o solo de florestas tropicais e subtropicais, tendo sido registrada em ambientes de Mata Atlântica do Sudeste e do Nordeste brasileiros. Também foi encontrada em húmus profundo de áreas de vegetação secundária na Serra da Mantiqueira. Assim como outros colêmbolos edáficos, ocupa microambientes úmidos associados ao horizonte superficial do solo e à camada de matéria orgânica em decomposição.

Conservação Não são conhecidas ameaças que indiquem risco de extinção para Aethiopella delamarei em futuro próximo. A tendência populacional da espécie permanece desconhecida e não foram encontradas informações sobre o tamanho de suas populações ou sobre sua ocorrência em áreas protegidas. Em avaliações nacionais conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a espécie foi classificada como menos preocupante (LC) tanto em 2014 quanto em 2018, refletindo a ausência de evidências de declínio populacional ou de ameaças significativas conhecidas em sua área de ocorrência. É dessa forma que a espécie consta no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.

Referências

Ligações externas Documentos sobre Aethiopella delamarei na Biodiversity Heritage Library