Padre Fábio de Melo desabafou nesta quinta-feira (15) sobre a exaustão e o cansaço do dia a dia graças à depressão crônica. Há oito anos, o sacerdote revelou que luta contra a doença desde que superou uma forte crise depressiva.Ao programa Sem Censura, da TV Brasil, o padre fez um longo relato de como aprendeu a adaptar a rotina à nova realidade e como atividades simples podem ser grandes desafios para pessoas que convivem com a doença. “Desde que eu me entendo por gente, eu nunca acordei feliz”, desabafou.6 imagensFechar modal.1 de 6Padre Fábio de MeloReprodução/Instagram2 de 6O padre Fábio de Melo Reprodução/GNT3 de 6Padre Fábio de Melo passa por cirurgia após lacerar tendão do bícepsReprodução/ Redes sociais4 de 6Padre Fábio de MeloDivulgação5 de 6Padre Fábio de MeloInstagram/Reprodução6 de 6Padre Fábio de MeloInstagram/Reprodução Leia também Fábia OliveiraPadre Fábio de Melo surpreende ao falar de vida sexual: “Me envolve” “Desde que eu me entendo por gente, eu nunca acordei feliz. Eu posso estar no melhor lugar do mundo, mas não acordo feliz. É meu, é uma sombra que eu levo, e eu acredito que a sombra seja o lado positivo da minha criatividade”, refletiu Fábio de Melo.O padre explicou que, apesar de ser uma pessoa animada, entusiasmada e cheia de planos, era como se tudo caísse por água abaixo depois de deitar a cabeça no travesseiro. “Tudo aquilo que eu decidi à noite, que eu estava superfeliz, no outro dia eu amanheço arrependido.”Tratamento contra a depressãoPadre Fábio de Melo tornou público o diagnóstico de depressão crônica em 2018. Ele compartilhou a luta contra a doença com os fãs e relatou ter superado uma forte e grave crise depressiva no ano anterior.Durante o programa, ele foi honesto ao explicar que, por mais essencial que tenha sido o tratamento com medicação para a melhora no dia a dia, ainda há desafios a serem enfrentados.Padre Fábio de Melo“Quando eu tomava muitos remédios, eu ficava ótimo para os outros. Já acordava felizinho, não tinha conflitos, mas também não tinha nenhum processo humano em ebulição que me ajudasse a ser quem eu sou. E eu não quero isso. Então, quando encontrei a medicação e a dosagem certas para lidar com uma depressão crônica, comecei a ter isso. Eu sei que, de manhã, sou assim”, explicou.















