As eleições estaduais em Goiás em 2026 ocorrerão inicialmente em turno único, a ser realizado em 4 de outubro do referido ano, com objetivo de eleger um governador, um vice-governador, dois senadores, dezesseis deputados federais e quarenta e um deputados estaduais que serão responsáveis pela administração do estado por um mandato de quatro anos, entre 6 de janeiro de 2027 até 6 de janeiro de 2031. O processo eleitoral de 2026 está marcado pela sucessão para o cargo ocupado por Daniel Vilela, do MDB, vice-governador eleito em 2022 que assumiu o cargo em 31 de março de 2026 com a renúncia do titular Ronaldo Caiado (PSD) para disputar a eleição à Presidência da República. Pela legislação eleitoral, Vilela está apto para disputar a reeleição. Para a eleição ao Senado Federal, estão em disputa as vagas ocupadas por Vanderlan Cardoso (PSD) e Jorge Kajuru (PSB), eleitos em 2018, respectivamente, por Progressistas e PRP.

Calendário eleitoral Como parte das eleições gerais no Brasil em 2026, as eleições estaduais em Goiás seguem o calendário delas:

Antecedentes Ronaldo Caiado (à época filiado ao extinto DEM) foi eleito governador em 2018 com 59,73% dos votos válidos ainda no primeiro turno, vencendo Daniel Vilela (MDB), que quatro anos depois viraria o seu vice-governador. Entre as suas primeiras medidas, promulgou a Lei no 20.514 em setembro de 2019, que autoriza, para fins exclusivos de exportação, a extração e o beneficiamento do amianto da variedade crisotila em Goiás. Essa lei é alvo de uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI no 6.200/GO), interposta pela Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT). Também nomeou pelo menos 22 parentes para importantes funções públicas em Goiás, sobretudo, tios e primos. Alguns exemplos são o caso de Ênio Caiado, colocado na presidência da Goinfra e Ubirajara Ramos Caiado Neto, que se tornou Supervisor da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, sendo acusado de impor de volta a política do coronelismo. Durante o início do governo Jair Bolsonaro, Ronaldo Caiado era considerado um aliado próximo do então presidente, compartilhando pautas de direita e posições conservadoras. No entanto, a relação entre ambos começou a se desgastar a partir de 2020, especialmente durante a pandemia de COVID-19. Enquanto Bolsonaro adotava uma postura contra restrições e contra medidas de isolamento social, Caiado se posicionou a favor da forte atuação das autoridades de saúde, chegando a romper publicamente com o presidente em março daquele ano. Por conta disso, se reelegeu em 2022 também no primeiro turno com 51,81% dos votos válidos, agora filiado ao UNIÃO, vencendo Gustavo Mendanha, do Patriota. Mesmo rompido com Jair, o apoiou no segundo turno da eleição presidencial em disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o qual seria derrotado pelo petista. Com o começo do terceiro governo Lula, Caiado manteve-se crítico ao presidente, desaprovando algumas medidas deste. Mas, passou a adotar um tom conciliador posteriormente, mesmo voltando a atacá-lo durante a Guerra de Gaza em 2024 pelo posicionamento contrário à Israel. Em janeiro de 2024, anunciou a sua pré-candidatura à presidência do Brasil para 2026, oficializando a mesma em 4 de abril de 2025. O anúncio, no entanto, fez com que o Progressistas (PP) repensasse a proposta de federação com o União Brasil para formalizar a União Progressista (UPB), já que Caiado sofria rejeição dentro do PP, levando a um racha dentro do UNIÃO. Diante desse cenário, o governador iniciou diálogos com legendas como Podemos, Solidariedade e Republicanos. Em janeiro de 2026, Caiado comunicou oficialmente sua saída do União Brasil. Na ocasião, o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, chegou a colocar a legenda à disposição do projeto presidencial do goiano, destacando a afinidade com a federação formada entre Solidariedade e PRD. Mas Ronaldo acabaria indo para o PSD, dividindo opiniões por lá e chegando a enfrentar os governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Júnior (PR) como postulantes à pré-candidatura pelo partido. Com as desistências de Ratinho e Eduardo, Caiado foi oficializado como candidato à presidente do Brasil pelo PSD em março de 2026.

Candidatos a governador

Desistências Telêmaco Brandão (NOVO) – Vereador de Goiânia (2024–2026). Retirou sua pré-candidatura ao governo do Estado em 30 de julho de 2026 após ser escolhido como primeiro suplente do candidato a senador Oséias Varão (PL). Cíntia Dias (PSOL) – Presidente Estadual do PSOL. Retirou sua pré-candidatura ao governo do Estado em 2 de agosto de 2026 após a federação do partido decidir apoiar a candidatura de Luis Cesar Bueno (PT), decidindo disputar uma vaga no Senado Federal.

Candidatos a senador

A eleição senatorial em Goiás em 2026 ocorrerá em um único turno no dia 4 de outubro de 2026 com a finalidade de renovar 2/3 da representação estadual no Senado Federal do Brasil. Estão em jogo as cadeiras de Vanderlan Cardoso (PSD) e Jorge Kajuru (PSB). Jorge Kajuru anunciou que não disputaria a reeleição para um novo mandato no senado, nem mesmo a outro cargo eletivo, oficializando sua saída da vida política em 27 de janeiro de 2026, após revelar ter sido diagnosticado com doença de Parkinson e também demonstrar descontentamento com o eleitorado goiano, ao relatar que "em Goiás não houve reconhecimento do que eu [Kajuru] fiz". Vanderlan, de contrapartida, optou por tentar a sua reeleição no senado.

Desistências Alexandre Baldy (PP) – Deputado Federal por Goiás (2015–2019). Retirou sua pré-candidatura em 27 de junho ao ser anunciado como primeiro suplente de Gracinha Caiado (UNIÃO). Delegado Humberto Teófilo (NOVO) – Deputado Estadual por Goiás (2019–2023). Retirou sua pré-candidatura em 9 de julho de 2026, optando por disputar a Câmara dos Deputados.

Pesquisas de opinião

Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados no artigo citado. Todas os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.

Debates

Notas e referências

Notas

Referências