Índice de Progresso Social Brasil (IPS Brasil) é um indicador composto que avalia o desempenho social e ambiental dos municípios brasileiros. O índice é calculado para os 5.570 municípios do país, além das unidades federativas e do Distrito Federal, com base em indicadores de resultados e sem incluir variáveis econômicas em sua composição, como Produto Interno Bruto (PIB) ou renda. O IPS Brasil utiliza a metodologia do Social Progress Index, desenvolvida pelo Social Progress Imperative, que organiza o progresso social em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.
História A metodologia internacional do Social Progress Index foi criada para medir resultados sociais e ambientais de forma complementar aos indicadores econômicos tradicionais. Segundo o Social Progress Imperative, o índice é estruturado em dimensões, componentes e indicadores, com foco em fatores sociais e ambientais que afetam a qualidade de vida. No Brasil, uma das primeiras adaptações subnacionais da metodologia foi o IPS Amazônia, publicado originalmente em 2014 sob liderança do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em parceria com o Social Progress Imperative. O índice amazônico avaliou municípios da Amazônia Legal e adotou indicadores ajustados à realidade social e ambiental da região. O IPS Brasil ampliou essa aplicação para todo o território nacional. A edição de 2026 foi apresentada como a terceira edição nacional do índice, abrangendo todos os municípios brasileiros e utilizando 57 indicadores sociais e ambientais.
Metodologia O IPS Brasil define progresso social como a capacidade de uma sociedade de satisfazer necessidades humanas básicas, estabelecer condições para a melhoria da qualidade de vida e criar oportunidades para que indivíduos atinjam seu potencial. A metodologia segue quatro princípios gerais: uso exclusivo de indicadores sociais e ambientais; foco em resultados, e não em investimentos ou insumos; utilidade para políticas públicas e investimentos sociais; e abordagem multidimensional comparável entre territórios. O índice varia de 0 a 100, em que pontuações mais altas indicam melhor desempenho social e ambiental. Na edição de 2025, os 57 indicadores foram agregados em três dimensões e 12 componentes.
Dimensões e componentes A estrutura do IPS Brasil é organizada nas seguintes dimensões e componentes:
Fontes de dados e tratamento estatístico O IPS Brasil utiliza dados secundários de fontes públicas, selecionados de acordo com critérios de relevância social ou ambiental, disponibilidade, atualização e cobertura municipal. A metodologia inclui normalização dos indicadores, verificação de qualidade dos dados e definição de pesos por análise de componentes principais.
IPS Amazônia O IPS Amazônia é uma adaptação regional do Índice de Progresso Social para municípios da Amazônia Legal. A versão de 2014 utilizou 43 indicadores e avaliou 772 municípios da região, mantendo a estrutura geral de três dimensões e 12 componentes do índice global, mas com indicadores adaptados à realidade amazônica. Edições posteriores do IPS Amazônia foram publicadas em 2018, 2021 e 2023.
Resultados e divulgação Os resultados do IPS Brasil são divulgados em plataforma digital, relatórios e scorecards municipais. A plataforma permite consultar o desempenho de municípios, estados e regiões, bem como comparar localidades segundo características como PIB per capita, área e população. A edição de 2025 foi citada por veículos de imprensa em reportagens sobre qualidade de vida em municípios e capitais brasileiras. A Veja São Paulo noticiou que o índice analisou os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. A Exame destacou o ranking municipal de 2025, liderado por Gavião Peixoto (SP). A CNN Brasil publicou ranking das capitais com melhor qualidade de vida com base no IPS 2025.
IPS Brasil 2026 A edição de 2026 do Índice de Progresso Social (IPS Brasil) avaliou os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais, distribuídos em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. O país alcançou média de 63,40 pontos, acima dos 63,05 registrados em 2025 e dos 62,85 de 2024.
Pelo terceiro ano consecutivo, Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, ocupou a primeira posição entre os municípios brasileiros, com 73,10 pontos. Entre as capitais, Curitiba obteve o melhor resultado, com 71,29 pontos, seguida por Brasília, com 70,73, e São Paulo, com 70,64. Na outra ponta do ranking das capitais, Macapá registrou 59,65 pontos e Porto Velho, última colocada, 58,59. Os resultados também apontaram diferenças regionais e entre disponibilidade de recursos econômicos e desempenho social. Levantamento da revista piauí com base no IPS Brasil mostrou que nenhum dos 20 municípios que mais receberam royalties do petróleo estava entre os 100 primeiros colocados do índice. Dos 20, 14 apresentaram pontuação inferior à média nacional de 63,40.
Instituições participantes O IPS Brasil é desenvolvido por uma rede de organizações nacionais e internacionais. Entre as instituições associadas ao projeto estão o Instituto IPS, Imazon, a Fundación Avina, o Social Progress Imperative, a iniciativa Amazônia 2030 e o Centro de Empreendedorismo da Amazônia.
Ver também Índice de Progresso Social Desenvolvimento sustentável Indicador social Amazônia Legal Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia
Ligações externas Site oficial do IPS Brasil Plataforma de consulta do IPS Brasil Social Progress Imperative
Referências
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